Ideias vagam, lembranças vêm, reflexões passam e, de súbito, um feixe de sentimentos inebriantes saturam o corpo e a alma. Algo de suma importância, pois, vai acontecer ou deve ser acontecido.
Não há, porém, para onde incidir tamanha inspiração, uma vez que, comigo, só há a mim e algumas sombras na mente.
O que será deste momento. Resigno-me, submisso à efemeridade da vida? Deve haver um jeito de descarregar este valor em algo, não para perpetuá-lo, o que seria não-natural, mas para prolongá-lo e até enriquecê-lo.
Letras, símbolos, linhas: nasce, assim, um texto.
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